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| CLAUDIO GALVÃO |
CLÁUDIO AUGUSTO PINTO GALVÃO, natural de Natal-RN,nascido no dia 29 de
agosto de 1937 e falecido em 14 de julho
de 2026, teve atuação destacada na formação acadêmica, na pesquisa e na
valorização das artes potiguares. Na UFRN, foi fundador e primeiro chefe do DEPARTAMENTO
DE ARTES (DEART), função exercida entre 1974 e 1981, período em que
participou da implantação de iniciativas pioneiras no ensino artístico da
instituição.
Após deixar a chefia do
departamento, Galvão elaborou o projeto que deu origem ao Laboratório de
Restauração e Conservação de Livros e Documentos Históricos (Labre). A
iniciativa teve papel na recuperação de acervos históricos do Rio Grande do
Norte, incluindo coleções de jornais antigos do Instituto Histórico e
Geográfico do Rio Grande do Norte (IHGRN).
Autor de 19 livros, o
pesquisador dedicou parte significativa da produção ao resgate de personagens,
obras e manifestações artísticas do estado, com atenção especial à música
potiguar. Entre os títulos publicados estão “Oswaldo de Souza: O Canto do Nordeste”,
de 1988; “A Desfolhar Saudades: uma biografia de Tonheca Dantas”; “A Modinha
Norte-rio-grandense”, de 2000; “Cancioneiro de Auta de Souza”, também de 2000;
e “Príncipe Plebeu: uma biografia do poeta Othoniel Menezes”, lançado em 2010.
Músico e estudioso das
artes, Cláudio Galvão iniciou a vida profissional em emissoras de rádio, onde
trabalhou como controlador de som e apresentador de programas voltados à música
erudita. Posteriormente, ingressou no magistério e tornou-se professor de
História Medieval e História da Arte na antiga Faculdade de Filosofia do Rio
Grande do Norte, que depois passou a integrar a UFRN.
Mesmo após a
aposentadoria, em 1991, ele permaneceu em atividade como pesquisador e
escritor. Seu último livro publicado foi “Helen Ingersoll: Poesia”, de 2021,
dedicado ao resgate da produção poética da escritora mossoroense Helen
Ingersoll.
Governo manifesta pesar
Em nota de pesar, o
Governo do Rio Grande do Norte classificou Cláudio Galvão como um dos mais
importantes intelectuais da história potiguar e destacou a contribuição do
pesquisador para a preservação da cultura e da identidade do estado.
FONTE:
JORNALTRIBUNA DO NORTE

